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A praça mais avançada do reino da Beira Alta.

Com cerca de 12 mil habitantes e tendo como principal actividade a agricultura – com especial destaque para a produção de vinhos – tem ainda como actividades económicas mais significativas o pequeno comércio e a pequena indústria, para além da exploração e transformação de granitos.

Cidade com inúmeras marcas de poderios passados, Pinhel chegou a destacar-se no contexto nacional durante largo tempo, tendo sido a praça mais avançada do reino de Portugal na Beira Alta, até à assinatura do Tratado de Alcanices.

Foi apenas na Idade Média que Pinhel consolidou a sua relevância no nosso sistema defensivo fronteiriço, dada a proximidade do reino de Leão e Castela e a constante instabilidade entre os dois estados. 

A produção de linho e estopa é característica da região para além dos cestos em verga, rendas, colchas, bordados e tapeçarias de retalhos. 

 

 

Monumentos locais a visitar

A Igreja de Santa Maria do Castelo – Edifício gótico do século XIV. Na capela-mor, além do altar barroco, admire as 14 telas do século XVII com cenas da vida da Virgem e duas tábuas de pintura do século XVI: A fuga para o Egipto e Nossa Senhora da Conceição. Embutida na parede, em nicho policromado, está uma escultura do século XV, em pedra de Ançã, Santas Mães, atribuída a Diogo Pires, o Velho.

A Igreja da Misericórdia – Do século XVI, conserva um portal manuelino encimado pelas armas reais e por uma esfera armilar.

A Igreja de S. Luís (Igreja Matriz) – Data do século XVII e fez parte de um Convento de Franciscanos fundado nos finais do século XVI.

A Igreja e Convento de St.º António (Igreja dos Frades) – Oitocentista. Altar-mor de características renascentistas, encimado pelas armas franciscanas. Ao lado da Igreja está o Convento – destruído por um violento incêndio, já no nosso século – e o Claustro.

A Capela de Santa Rita – Edificada em 1640.

O Castelo e Muralhas – Reedificado por D. Dinis – o castelo apresenta hoje duas torres e uma cintura amuralhada com seis torres e seis portas. 

Nas muralhas, a actual torre do relógio era o local onde se guardavam os livros municipais.

O Pelourinho – Do século XVI. Uma inclinação sofrida nos anos 40 obrigou a que fossem colocados "gatos" de ferro, para garantir a sua estabilidade.

O Solar dos Mena Falcão – Seiscentista; o Solar dos Mendes Pereira do século XVIII, exibe janelas e frontão, em cantaria, do período joanino e o Solar dos Corte Real – Edifício setecentista, tem brasão encimado pelas armas do capitão-mor Manuel Corte Real. 

Antigos paços do Concelho – Construção do século XVII, ostenta na frontaria as armas de D. João V. Construído para Tribunal de Correcção, foi Câmara Municipal até 1933 e Escola Primária até 1942. Actualmente é o Museu Municipal.

A Casa Grande – actual Câmara Municipal, é um solar dos finais do século XVII.

O Paço Episcopal – Construído em finais do século XVIII. No século XX, já foi quartel militar, colégio e escola secundária. Actualmente, é uma residência de estudantes.

Palacete Simões Ferreira - data do século XVII e tem vistas sobre as torres do castelo e parte das muralhas.

A Casa dos Correia Azevedo – Provavelmente datado de 1621 e Casa dos Metelo de Nápoles – foi construída em 1864, com vista panorâmica para o vale do Passareiro.

O Museu Municipal de Pinhel.

O Museu grupo de Amigos de Manigoto.

A Necrópole de Vascoveiro – Importante necrópole medieval, com túmulos de diversas tipologias, com um total de 31 sepulturas descobertas até agora.

Cidadelhe – Pertence à área do Parque Arqueológico do Côa, Cidadelhe tem pinturas rupestres, um antigo castro romanizado e igreja ,do Século XVI, com tecto em caixotões, para além de ser uma aldeia com uma arquitectura muito típica e homogénea. Situada no extremo norte do concelho, a aldeia teve origem numa povoação fortificada.

 

 

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