“O melhor museu do país” – Associação Portuguesa de Museus
Numa cidade que representa um hino ao trabalho, alguns dos principais monumentos são os alusivos à história da indústria portuguesa. O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior é composto por três núcleos. O primeiro corresponde à ocupação de parte da Real Fábrica de Panos do Marquês de Pombal e integra as famosas fornalhas do século XVIII. A Real Fábrica Veiga, posterior, é outro dos núcleos fundamentais do Museu sendo que o terceiro corresponde às Râmolas de Sol existentes em vários locais da Covilhã a céu aberto.
Covilhã – Cidade construída em Lã
“Se os filhos de Adão pecaram, Os da Covilhã sempre cardaram”.
Adágio popular, séc. XVIII.
O centro nacional da produção de tecidos de lã foi e é a cidade da Covilhã. Desde o séc. XII (o primeiro foral da cidade data de 1186) a produção de tecidos baseava-se num sistema doméstico e artesanal. A matéria-prima provinha, no início, da Serra da Estrela que alimentava os rebanhos de ovelhas. Este sistema prolongou-se até aos séculos XVIII/ XIX.
Tesouras de Tosquiar
Em pleno séc. XXI existe em Donfins (S. Pedro do Jermelo – Guarda) um artesão que fabrica tesouras para tosquio de ovelhas. Com esta peça começa o processo do trabalho da lã.
Maria Celeste Marques, João Clara, Joaquim Sabugueiro
São alguns dos artesãos de lã que ainda hoje existem na Serra da Estrela. Desde há séculos que estes trabalhos se fazem desta forma e nem a industrialização os conseguiu eliminar totalmente. Maria Celeste Marques, na Covilhã, João Clara e Joaquim Sabugueiro, em Manteigas produzem mantas de lã, carpetes e tapetes de lã tal como o faziam os antepassados de há séculos.
A GRANDE MANUFACTURA DA COVILHÃ (1679)
Em 1678 o 3º Conde da Ericeira, Luís de Meneses, escrevia em carta: “Das manufacturas posso segurar que parece que Deus quer que se estabeleçam neste Reino... A perfeição das baetas e sarjas da Covilhã tem chegado ao último ponto, estando já tão independentes dos Ingleses os nossos Mestres Portugueses que tudo o que se obra é pelas suas mãos”.
A enorme manufactura da Covilhã foi criada em 1679 com o apoio do irlandês Courteen que com ele trouxe 13 obreiros ingleses de panos e baetas. N




