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Rota da Lã

Uma das mais importantes Rotas Culturais Europeias tem na Serra da Estrela um autêntico mostruário. As actividades da lã existem aqui desde os primórdios da nacionalidade. 

Durante séculos, objecto de trabalho Doméstico/Artesanal, os artifícios da lã evoluíram no séc. XVII para o das grandes MANUFACTURAS e no séc. XIX para o das possantes FÁBRICAS INDUSTRIAIS. Hoje, em pleno séc. XXI, aqui se encontram algumas das mais modernas empresas mundiais em tecnologia têxtil e mesmo algumas das mais poderosas indústrias de lanifícios da Europa. A cidade da Covilhã, centro desta rota da lã sedia inclusivamente uma Universidade cuja existência se deve a essa história industrial. 

É pois um percurso sobre a identidade social e económica de um povo e de uma Região que vamos visitar. 

Covilhã, Manteigas , Seia, Gouveia, Pinhel, Guarda e Penamacor fazem com que a Serra da Estrela caminhe para os mil anos a trabalhar a lã, fiando e tecendo um património arqueológico-industrial único em termos internacionais. Simbolicamente, os lanifícios são a decana das indústrias portuguesas.

Boa Viagem

“O melhor museu do país” – Associação Portuguesa de Museus

Numa cidade que representa um hino ao trabalho, alguns dos principais monumentos são os alusivos à história da indústria portuguesa. O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior é composto por três núcleos. O primeiro corresponde à ocupação de parte da Real Fábrica de Panos do Marquês de Pombal e integra as famosas fornalhas do século XVIII. A Real Fábrica Veiga, posterior, é outro dos núcleos fundamentais do Museu sendo que o terceiro corresponde às Râmolas de Sol existentes em vários locais da Covilhã a céu aberto.

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Covilhã – Cidade construída em Lã

“Se os filhos de Adão pecaram, Os da Covilhã sempre cardaram”.

Adágio popular, séc. XVIII.
O centro nacional da produção de tecidos de lã foi e é a cidade da Covilhã. Desde o séc. XII (o primeiro foral da cidade data de 1186) a produção de tecidos baseava-se num sistema doméstico e artesanal. A matéria-prima provinha, no início, da Serra da Estrela que alimentava os rebanhos de ovelhas. Este sistema prolongou-se até aos séculos XVIII/ XIX. 

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Tesouras de Tosquiar

Em pleno séc. XXI existe em Donfins (S. Pedro do Jermelo – Guarda) um artesão que fabrica tesouras para tosquio de ovelhas. Com esta peça começa o processo do trabalho da lã.

Maria Celeste Marques, João Clara, Joaquim Sabugueiro

São alguns dos artesãos de lã que ainda hoje existem na Serra da Estrela. Desde há séculos que estes trabalhos se fazem desta forma e nem a industrialização os conseguiu eliminar totalmente. Maria Celeste Marques, na Covilhã, João Clara e Joaquim Sabugueiro, em Manteigas produzem mantas de lã, carpetes e tapetes de lã tal como o faziam os antepassados de há séculos.

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